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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

BILHETE DE NATAL

Quando vocês não se importarem de ter nascido,
como eu, numa estrebaria.
Quando vocês se convencerem de que eu vim ao mundo
para mostrar-lhes os caminhos da verdade,
da plena e abundante vida.
Quando vocês souberem que eu tenho o poder
de lhes justificar e perdoar perante o Pai,
Criador de todas as coisas.
Quando vocês tiverem suas vidas plasmadas
nos sublimes bens e dádivas do amor,
mesmo àqueles que não lhe amam.
Quando vocês aprenderem a perdoar
àqueles que lhes ofendem.
Quando vocês reconhecerem que dissabores e
sofrimentos são caminhos para a perfeição e para o bem.
Quando eu souber que vocês,
mesmo ante os revezes da existência,
não perderem a fé, a esperança e a caridade.
Quando vocês, reunidos em meu nome,
sentirem que eu estou presente.
Aí, então, estarei recompensado de ter vindo ao mundo
e por tudo que eu passei.
Sabendo estou que, juntos, construiremos o Reino que o Pai,
para todos preparou.
Belém da Palestina, Natal, Ano 1
Assinado: Menino Jesus.


NATAIS DE ONTEM E DE HOJE..


Os dias vão se cumprindo um a um,
e mais um Natal se aproxima.
E dos tempos passados,
Natais de antigamente, quem não se lembra?
Família, missa, enfeites poucos,
os mesmos de anos passados.

Menino Jesus, bolas de vidro e a comida, a melhor do ano.
Que alegria enfeitar a casa, limpeza do ano,
as paredes ganhavam cores, os corações revestiam-se de paz.
Passaram-se os anos, tantos Natais!
Quem mudou? Nós, ou o Natal?
De que Natal lembrarão nossas crianças?

Os presépios não encontram lugar junto às vitrines,
as propagandas da televisão não divulgam a Grande Notícia.
Os corais nos ajudam a dizer: "estamos em clima de paz!"
Voltemos a Belém!
Maria e José não encontraram um lugar.
Os animais e a palha aqueceram o menino.

E os humildes pastores foram visitá-lo!
e o coro dos anjos, cantava entre nós:
"Glória a Deus no mais alto do céu e paz por toda parte!"
Há ainda quem faça novena.
Ha ainda quem busque sentido.
Natal é mistério! Mistério revelado de amor!

Estamos em tempos onde as luzes do natal brilham muito,
mas nos dizem pouco e não nos introduzem no real sentido do Natal!
Deixemo-nos guiar pela Luz verdadeira!
Aquela que ilumina a todos!
Ela nos mostrará em que direção está Deus
e nos guiará no caminho rumo a Ele. 


domingo, 27 de novembro de 2011

SENTIMENTO AGONIZANTE



Hoje, diante do espelho busquei-me no reflexo...
Olhei dentro dos meus olhos e os encontrei agonizantes
Afogando-se nas lágrimas que escorriam pela minha face

Procurei minha alegria, meu sonho, minha poesia
Encontrei só ruína pelos cantos do meu dia
Lá do céu as estrelas enfeitavam a noite, e a lua em silêncio
Caminhava entre as nuvens fazendo-lhes companhia...

O meu corpo já cansado serenou com a madrugada
Lá fora, os gatos com seus miados gemiam fazendo amor
Os cães vira-latas esfomeados pelas ruas latiam tanto
Como se em vez de fome, também sentissem dor...

Lá se foi mais uma madrugada de solidão e tristeza
Foi de fato um dia lindo, só o sol não tinha luz
O horizonte cobriu-se de nuvem-cinza aos quatro cantos
Enquanto ao longe, na estrada, via-se o afastar d’um ônibus

Hoje o dia não foi muito diferente...
Busquei-me na rua, na lua, no jardim...
Tudo em vão, não me achei em lugar algum
Só encontrei você, inteiro dentro de mim!

Miragem



Meus olhos trêmulos;
Minhas mãos frias;
Meu corpo inerte;
Minha mente carregada;
Busco resposta no nevoeiro em minha mente;
Perco meus sonhos nas curvas dos meus pesadelos;
Espinhos torturam meu corpo;
Rasgam minha alma,destroem minhas esperanças;
Incertezas formam minha estrada;
Decepções criam um deserto que esconde obstáculos;
Um túnel escuro a minha frente;
Só me resta esperar a próxima curva;
Corrida cega cercado pelo medo, pela dor e pelo desespero;
Receio descobrir que o amor é uma ilusão;
E que a próxima cidade após o túnel
Se chame solidão.


DESCULPAS... ESFARRAPADAS



Desculpas esfarrapadas,
Conversa pra boi dormir,
Falsas verdades que ouço,
Porém não gosto de ouvir.
Pra não ficar entalada
E nem morrer engasgada
Vomito em vez de engolir.
*
Cada rasteira que levo
Mas forte saio do chão
Desgraça pouca é bobagem
Pra tudo tem solução
Se não sirvo como amiga
Acho que como inimiga
Não sou melhor opção.
*
Sei que sou oito ou oitenta,
Aprendia a ser assim.
Não vou mudar o meu jeito
Quem quiser gostar de mim,
Saiba só que tenho manha
Não provoque minha sanha,
Na candura já dei fim.
*
Quem me comprou como besta
Tá com as patas no atoleiro.
Com as orelhas bem murchas
Por certo perdeu dinheiro.
Sem medo de Caiporas
Eu vou enfiando esporas
Do meu jeitinho brejeiro.

*

O VOO DA FENIX






Ao despertarmos num dia qualquer
Percebemos que o que parecia extinto ainda é
presente...
Que o velho coração não mais repousa, ainda quer!
Os músculos se estendem e você sente
Que nesse momento renasce a esquecida mulher!
Reencontra aqueles velhos e esquecidos anseios,
O sono traz de volta os antigos sonhos
Aquele agitar, a expectativa do aguardar...
O olhar procura, a pele quer sentir-se tocar...
A renascida sensibilidade exige criar...
O quão gostoso é romancear
Acaba a velha rotina, tudo muda!
Adquire novo sabor, volta aquele esquecido calor...
E no outono da vida, volta a prevalecer a incerteza
A urgência, a dúvida, a efervescência da adolescência...
E...a experiência que a vivência moldou?
Desaparece...! O coração se aquece...
Hoje é o que vale. É o Presente que ao Passado superou.
E a esperança volta a fazer promessas de Futuro
E da solidão se esquece!
Se fomos criados, por Deus, para ser, ter amor
Vamos vivê-lo sem pudor...!


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

MEU ULTIMO POEMA...




Acaso leias meu último poema,
Saiba que nele estará implícita
A totalidade dos teus olhos
E ainda, mais além,
Os olhos dos teus amores
E da tua alma.

Acaso fale da natureza,
Haverá nele o mais indizível verde
E o ápice homeostático
De todos os elementos que a compõe.

E a despeito de toda a beleza,
Esse verde será também
O sumo de toda mágoa,
De toda frustração indesejada
E de qualquer ira adormecida,
Temperadas pelo afã de vê-las superadas.

Acaso leias meu último poema
E ele te pegue desprotegido, despedaçado,
Saiba que nele, independente do que transmita,
Haverá um abraço oculto,
Um beijo elaborado 
Para servir a teu espírito dolente.

Acaso fale de solidão,
Haverá nele, concomitantemente,
Um luminoso branco de paz,
Uma bandeira que cubra a todos os povos
E que desfaça de vez toda a tristeza.

Acaso fale de insegurança e medo,
E seja negro e escuro
Como a mais negra madrugada,
Haverá nele, sempre, 
O brilho essencial 
De uma pequena estrela perdida.

Acaso leias meu último poema
E ele não possua versos que te agradem,
Saiba que em mim houve
A mais intensa entrega
E a coragem desmedida 
De quem salta no vazio.

E sendo assim, 
Acaso não tenhas lido
Nenhum de meus poemas
E não venha a fazê-lo posteriormente,
Terei sido para ti, bem ou mal,
Nesses versos que leste agora,
A intenção sincera e aguerrida
De que haja sempre o melhor em ti...
...pois acabaste de ler,
talvez por obra do acaso,
o meu derradeiro e último poema.